Eu dou graças a Deus por não ter tido filhos nesta época em que vivemos.
É difícil. Muito difícil.
E por favor nada do que estou a dizer tem a ver com religião ou mesmo moralidade…
Eu creio ter a ver com bom senso...
Pois como poderia eu dizer a um filho ou filha que a moda deles é muita permissiva? Que os tempos são mais perigosos e diferentes?
Mal um pai ou uma mãe começa com um discurso destes, logo começa a retinir a campainha do ego a chamar-nos à atenção para como estamos a ficar velhos…pois também os nossos pais nos diziam o mesmo…e nós achámos sempre que eles estavam velhos no pensar.
Inconscientemente trabalha o egoísmo de um pai ou duma mãe que não quer assumir o seu papel de adulto e sim continuar o “eterno adolescente” sempre pronto para a farra, resumindo: (é o que o ego quer demonstrar quando nos obriga a posicionar desta forma para marcarmos uma posição perante os nossos filhos) è a luta, errada, que o ser trava consigo na busca da juventude eterna. (Quando, envelhecer é uma sinfonia que sem este “andamento” ficaria incompleta…como as 4 estações, sem o inverno)
Entristece-me perceber que afinal, não é o Amor que prevalece nestas relações, mas o egoísmo. De quem não querendo assumir o seu papel no todo, não permite a quem está sobre a sua tutela, crescer de uma forma digna e verdadeira em todos os aspectos das suas atribuladas existências tão jovens.
Vejo relações de tensão entre pais e filhos, mães e filhas. E só consigo perceber esta tensão vinda duma constante luta, por exemplo entre uma mãe que não envelhece e uma filha “que já cresceu”.
Eu não vejo crianças meninas, vejo meninas mulheres. Falo desta situação em particular…porque sei que estão a ser praticados crimes a toda a hora contra as crianças…bem debaixo dos nossos narizes…
Estão a roubar-lhes a ingenuidade.

